Proteção aos Manguezais

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Na sexta-feira, 26 de Julho foi comemorado o Dia Internacional de Proteção aos Manguezais e não há muito o que se comemorar. Recentes estudos apontam que muitos países da América Latina e da África perderam entre 30% e 70% de sua área formada por mangues, nos últimos 40 anos. Estima-se que 25% dos manguezais brasileiros tenham sido destruídos desde o começo do século 20. Isso acarretou em grande prejuízos para a biodiversidade, fazendo com que espécies da flora do mangue, atualmente, encontrem-se ameaçadas de extinção e, ainda, muitas aves migratórias que dali se beneficiam.

Atualmente, o mangue é o ecossistema brasileiro mais ameaçado. A super-exploração dos seus recursos naturais, a poluição lançada pelas cidades e indústrias e o derramamento de petróleo são as principais ameaças a este ecossistema.

Segundo o Ministério do Meio Ambiente o Brasil tem uma das maiores extensões de manguezais do mundo. Estes ocorrem ao longo do litoral Sudeste-Sul brasileiro, margeando estuários, lagunas e enseadas, desde o Cabo Orange no Amapá até o Município de Laguna, em Santa Catarina. Os mangues abrangem uma superfície total de mais de 10.000 km², a grande maioria na Costa Norte. O Estado de São Paulo tem mais de 240 km² de manguezal.

Mesmo com uma variedade pequena de espécies o mangue ainda é considerado um dos ambientes naturais mais produtivos do Brasil devido às grandes populações de crustáceos, peixes e moluscos existentes. O manguezal desenvolve-se nos estuários e na foz dos rios sendo berçário para muitas espécies de animais. Esse tipo de ecossistema se desenvolve onde há água salobra e em locais semi abrigados da ação das marés, mas com “canais” chamados gamboas que permitem a troca entre água doce e salgada. Seu solo é bastante rico em nutrientes e matéria orgânica com características lodosas e, composto por raízes e material vegetal parcialmente decomposto.

O mangue é composto por apenas três tipos de árvores (Rhizophora mangle – mangue-bravo ou vermelho, Avicena schaueriana – mangue-seriba ou seriúba – e Laguncularia racemosa– mangue-branco).

Muitas pessoas não conhecem a importância e os recursos do Mangue. Em muitos locais o mangue foi retirado para construção de Resorts e urbanização, pois o interesse econômico e o turismo falam mais alto. O trabalho realizado por muitas escolas que levam seus alunos a este ecossistema é uma das maneiras eficientes de conscientizar os jovens sobre a importância deste ecossistema e torna-los transmissores deste pensamento.

 Por Bianca Barbis
Interageai – Assessoria de Imprensa