Flora Tietê alerta para o reflorestamento consciente

ONG encabeça o time de entidades que agem corretamente
na proteção do meio ambiente

Com a intensa degradação do meio ambiente e às florestas, uma das práticas mais conhecidas e faladas para a preservação da vegetação é o reflorestamento. Mas por que o uso dessa técnica é tão comentado? Quais são as opções possíveis e mais adequadas para executar o replantio? Segundo dados da ONG SOS Mata Atlântica, restam apenas 7% da vegetação original que cobria o domínio da Mata Atlântica, que vai desde o litoral Rio Grande do Norte ao do Rio Grande do Sul. As informações alarmantes não param por aí. Estima-se que de quatro a cinco milhões de hectares de florestas tropicais sejam destruídos por ano. Isso quer dizer que, a cada minuto, de 12 a 20 hectares desaparecem.

Reflorestamento se refere à atividade de replantar florestas devastadas, ou seja, substituir a antiga vegetação que foi aniquilada por motivos diversos. O termo pode até ser comum ao nosso vocabulário, mas definitivamente, não é uma simples tarefa. Exige muita análise, estudo e principalmente: dedicação. Saber quais mudas utilizar no replantio e conhecer bem o bioma em questão é fundamental para o sucesso da ação. Fundada por consumidores de matéria prima florestal, ambientalistas e outros profissionais da cidade de Penápolis, interior de São Paulo, há mais de 25 anos, a Flora Tietê trabalha na recuperação de florestas e colabora na construção do desenvolvimento sustentável da sociedade. A ONG é credenciada pelo IBAMA e pela Secretaria de Meio Ambiente do Estado de São Paulo para o recolhimento da Taxa Obrigatória de Reposição Florestal, uma poderosa ferramenta contra o desmatamento.  A taxa exige que produtores e empresários cumpram seu papel ao reverter o possível impacto que suas atividades possam causar ao meio ambiente.

A Flora Tietê, hoje, atua em mais de 174 municípios Paulo e conta com dois viveiros de mudas, localizados nos municípios de Penápolis e São José do Rio Preto. Já foram plantadas mais de 31 milhões de mudas viáveis, isto é, mudas que se transformaram em árvores de 130 espécies diferentes, todas nativas do Brasil. As mudas produzidas são utilizadas na recuperação de matas ciliares, na manutenção de fragmentos florestais e em projetos de repovoamento de áreas degradadas. “Trabalhamos basicamente com duas principais frentes: áreas de preservação permanente e áreas de reserva legal. Nessas áreas nós priorizamos espécies nativas regionais. A Secretaria do Meio Ambiente lançou uma norma na qual lista espécies que podem ser usadas em cada região. Então nós produzimos essas mudas nos nossos viveiros e conforme a região em que trabalhamos, nós usamos tipos específicos de plantas daquele determinado local”, explica o engenheiro florestal da ONG, Fernando Buzetto.

Desenvolvimento Social

Em conjunto, os dois viveiros de mudas são capazes de produzir quatro milhões de mudas por ano, o que torna a Flora Tietê um dos maiores viveiros particulares do Estado de São Paulo. Paralelo ao seu trabalho com o meio ambiente, a ONG também tem uma forte preocupação com o desenvolvimento social. Um exemplo é o trabalho de mulheres dentro da ONG e das estufas das mudas produzidas. “A equipe da Flora, além do engenheiro florestal, administrador e técnico agrícola, é formada basicamente por senhoras. São elas que trabalham nos viveiros. É uma iniciativa da Flora valorizar o trabalho dessas mulheres que, às vezes, com idade mais avançada têm dificuldade para encontrar um emprego. Eu acredito que isso é um dos nossos diferenciais, pois, elas são tratadas com carinho desde o começo”, comenta o vice-presidente da ONG, Arnaldo Masquieto.

Há nove anos a Flora Tietê fundou o Parque de Educação Ambiental, o PARBI, na cidade de Penápolis. O objetivo é educar através de atividades temáticas ao ar livre. O PARBI é aberto a visitas de escolas, associações e do público em geral. O PARBI já recebeu, desde sua fundação, mais de 35.000 crianças cadastradas em livros de visitas, de escolas públicas e privadas de Penápolis e região. Qualquer pessoa interessada pode participar das atividades dentro do parque. Para mais informações entre em contato com a ONG pelo site www.floratiete.com.br; no Twitter @FloraTiete e também no Facebook.

Ouça reportagem sobre a Flora Tietê e suas ações para o reflorestamento consciente transmitida pela Rádio Unesp FM (105,7) no Programa Ecoando.

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