‘Ecoalternativas’ ganham destaque em projetos arquitetônicos

Plantas como figueiras, chorão, e o ipê podem ser boas alternativas para quem quer evitar gastos com eletricidade na estação mais quente do ano

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Com a chegada do verão é inevitável o aumento do consumo de energia elétrica. Nas lojas, chega a esgotar produtos como ar condicionado e climatizadores. Para se ter uma ideia, no ano de 2012, o consumo de energia elétrica no país aumentou 3,6%, em relação ao ano anterior. A pesquisa divulgada pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), vinculada ao Ministério de Minas e Energia, revelou que alta foi alavancada pelo consumo do setor comercial.

Porém, a preocupação com o meio ambiente tem figurado entre os novos pilares da construção moderna. Cada vez mais, os novos projetos arquitetônicos levam em consideração o impacto ambiental das construções. Isso porque, as plantas conseguem refrescar ambientes e agem como se transpirassem água. As trocas de oxigênio e gás carbônico também contribuem para a manutenção da temperatura, mas principalmente para a limpeza do ar.

Especialistas afirmam que o plantio de árvores pode melhorar tanto o conforto térmico quanto o acústico de uma construção, pois funciona como barreira para o sol e para o barulho vindo da rua, ou de qualquer outra fonte. Para atuar como uma barreira do som são plantadas árvores na área entre a rua e a construção, ou entre a fonte de ruído e a construção. Para o conforto térmico, são inseridas nas fachadas voltadas pra norte e oeste, que são as mais quentes. Colocadas ao lado de janelas e áreas que recebem sol direto, elas podem atuar como paredes verdes, criando uma sombra agradável, impedindo a elevação da temperatura devido ao calor dos raios solares.

Para que o resultado seja eficaz, é preciso saber quais espécies são adequadas para essas funções. De acordo com o engenheiro florestal da ong Flora Tietê, Fernando Buzetto, é importante observar se a área a ser plantada é suficiente para o bom crescimento das raízes e a disponibilidade de irrigação.“Existem poucas espécies de árvores que dariam certo para esta finalidade, pois elas precisam de boa área de crescimento para suas raízes, além de uma quantidade boa de iluminação e irrigação para se desenvolverem. Espécies como as figueiras, o chorão, a pleomele, a clusia, o ipê branco e o ipê amarelo, são as principais árvores utilizadas nestes casos, porém existem muitos tipos de palmeiras que se desenvolvem bem em ambientes fechados e plantas, como as dracenas, a zameoculca, a babosa-de-pau e o filodendros que também podem se adaptar bem”, explica.

Ainda segundo o engenheiro florestal, é possível cultivar árvores dentro de ambientes fechados e contar com a ação climatizadora da planta. “Para que as árvores possam se desenvolver de forma saudável dentro de ambientes fechados, é necessário observar três fatores muito importantes: a planta deverá receber grande quantidade de luz, ter uma adubação correta e estar plantada em vasos com tamanhos adequados”, orienta Buzetto.

Além da luminosidade natural, por pelo menos oito horas diárias, a luz deve vir também de lâmpadas artificiais já fabricadas com esta finalidade. A distância da fonte de iluminação artificial – encontradas em lojas especializadas – até a copa da árvore deve ser de no mínimo um metro. Com relação à adubação, a primeira deve ser feita no substrato que preencherá o vaso, com adubo rico em fósforo. Após a muda ter sido plantada, deve-se fazer adubações quinzenais com fertilizantes foliares, também encontrados em casas agropecuárias e de paisagismo, cuja quantidade dependerá de sua formulação.

A FLORA TIETÊ

florasA Flora Tietê atua em todo o Estado de São Paulo e conta com dois viveiros de mudas, localizados nos municípios de Penápolis e São José do Rio Preto. Já foram plantadas mais de 31 milhões de mudas viáveis – mudas que se transformaram em árvores de 130 espécies diferentes, todas nativas do Brasil – o que garantiu um dos recordes da organização. Entre as espécies produzidas, muitas estão em risco de extinção, como por exemplo: Pau-brasil, Mogno, Cedro-rosa, Jequitibá-rosa e Jequitibá-branco. As mudas de espécies nativas produzidas são utilizadas na recuperação de matas ciliares, na manutenção de fragmentos florestais e em projetos de repovoamento de áreas degradadas. Em conjunto, os dois viveiros de mudas são capazes de produzir quatro milhões de mudas por ano, o que torna a FLORA TIETÊ um dos maiores viveiros particulares do Estado de São Paulo.

Além de tudo isso, a FLORA TIETÊ fundou há 9 anos o Parque de Educação Ambiental – PARBI, que visa educar através de um parque temático situado em sua sede na cidade de Penápolis-SP. Com visitas escolares, de associações e do público em geral, busca a conscientização ambiental de crianças e adultos na formação de sua cidadania, com o objetivo de garantir uma melhor qualidade de vida para a população. O PARBI já recebeu, desde sua fundação, mais de 35.000 crianças cadastradas em livros de visitas, de escolas públicas e privadas da cidade e região.

  • Rosangela Teves

    Vcs fornecem informações técnicas? Quero fazer uma cerca viva ao condomínio visando proteção acústica. Onde começo?!!!! Obrigado.