Dia Mundial da Limpeza Urbana

Nesta data a sociedade é convidada a refletir sobre o meio ambiente ecologicamente equilibrado

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Em 27 de Agosto comemoramos o dia mundial da limpeza urbana. Nessa data, muitas pessoas se reúnem em todo o planeta e arregaçam as mangas na realização de trabalhos voluntários. Elas costumam limpar monumentos, catar lixo das praias ou mesmo lavar e varrer igrejas e parques em pequenas comunidades.

Contudo, o dia 27 também deve levar à reflexão, pois o meio físico limpo é um instrumento de cidadania e dignidade, evitando a proliferação de doenças e mazelas sociais. Entendido por José Afonso da Silva, autor do livro Direito Urbanístico Brasileiro, como “a interação do conjunto de elementos naturais e culturais que propiciam o desenvolvimento equilibrado da vida humana”, o meio ambiente ecologicamente equilibrado é direito de todos, conforme lembra o artigo 225 da Constituição Federal.

Na tarefa de preservá-lo e defendê-lo para as presentes e futuras gerações, o poder público e a coletividade devem trabalhar em conjunto. Por isso, além de cobrar dos governantes coleta de lixo regular e ações para o tratamento e gestão de resíduos sólidos, a população precisa se conscientizar e não despejar entulhos nos canais ou atirar lixo na rua.

Segundo o professor universitário João Salvador dos Reis Neto, a respeito dos códigos de postura das cidades e do hábito de sujar as vias públicas, “este tipo de atitude, além de demonstrar falta de educação, apresenta também uma faceta egoísta da pessoa que a comete, ao não se preocupar com a cidade em que outras pessoas também vivem. Fato é que estas pessoas devem, sim, ser punidas”.

Ainda segundo o professor, desde um simples guardanapo jogado na rua, até o despejo de lixo hospitalar no leito de um córrego está presente a falta de educação prejudicial à sociedade, sendo, portanto, um delito. Ele afirma que “nossa cidade, nosso país e nosso planeta são assim como nossas casas. Ser mal-educado é, sim, um tipo de delito. Um delito não passível de detenção, como os homicídios e os furtos, mas, sim, um delito cuja sanção deva ser a multa”.

Texto: João Paulo Seabra – Jornalista
Portal Para Amazônia