12 Julho: Dia nacional do Engenheiro Florestal

A frente da ONG Flora Tietê, o engenheiro florestal Fernando Buzetto, explica os detalhes da profissão e dá dicas sobre o mercado de trabalho.

Fernando Buzetto

O primeiro curso de Engenharia Florestal foi criado em 1881 na Alemanha. No Brasil a profissão é considerada nova, surgiu no ano de 1960. Com um vasto campo de atuação, este profissional se firmou como peça fundamental na preservação do meio ambiente. Através de pesquisas detalhadas, formaliza projetos com a utilização de recursos renováveis, além de traçar mapas do impacto ambiental das atividades humanas em áreas de florestas.

“A função do Engenheiro Florestal se dá na produção, certificação e controle de materiais vindos da floresta ou de áreas naturais. Pode trabalhar em empresas florestais, em órgãos governamentais de proteção a natureza como em Unidades de Conservação, Casas de Agricultura dos municípios e ONG’s” explica Fernando Buzzeto, Engenheiro Florestal responsável pela Flora Tietê.

 

A Engenharia Florestal é considerada uma das profissões do futuro, principalmente com o movimento globalizado de alertas aos impactos ambientais e suas consequências. Socialmente, o profissional da engenharia florestal pode atuar com populações tradicionais na geração de renda, na implantação de agro florestas e na educação ambiental de crianças e adultos. Ainda segundo Buzzeto, uma das funções sociais mais importantes do engenheiro florestal é no auxilio aos produtores rurais para tornarem suas propriedades adequadas ambientalmente, com as matas ciliares reflorestadas e na implantação das Reservas Legais, um dos principais trabalhos desenvolvidos na Flora Tietê.

viveirosViveiro da ONG Flora Tietê em Penápolis/SP

A amplitude desta profissão e seu compromisso com o meio ambiente foram os fatores que encantaram Fernando Buzetto.Sempre me indignei ao ver os desmatamentos, a caça ilegal, a destruição das florestas para darem lugar a agricultura e pecuária. Meu objetivo pessoal sempre foi este, dar minha parte para que se prorrogue ao máximo possível a extinção das espécies florestais, das aves e animais e, por consequência, a nossa própria extinção”, conclui.

Para Fernando, sua família é fundamental para o desenvolvimento de seu trabalho como Engenheiro Florestal. “Eles me dão incentivo para trabalhar todos os dias em defesa do meio ambiente”.

 

Por Bianca Barbis
Interageai
Assessoria de Imprensa